A conta que poucos fazem no mercado imobiliário

Existe uma conta simples que quase ninguém faz no mercado imobiliário.

E não é por falta de informação.

É por falta de olhar para o problema do jeito certo.

 

O mercado investe milhões para vender, mas não acompanha como vende

Em um lançamento típico, com cerca de R$ 90 a 100 milhões de VGV, não é difícil chegar a um investimento próximo de 3% do VGV na estrutura comercial.

Propaganda, marketing, estande físico, decorado, manutenção, segurança.

Somando tudo, estamos falando de milhões de reais.

Isso, por si só, não é o problema.

O problema é outro.

Depois de investir essa quantia relevante, poucas empresas conseguem responder com clareza:

  • Como esse material está sendo usado no dia a dia?
  • O que de fato está sendo apresentado ao cliente?
  • O que gera interesse e o que é ignorado?
  • Quem do time comercial está utilizando bem essa estrutura?

O mercado constrói um ativo valioso.

Mas não acompanha a operação que acontece sobre ele.

 

O custo que quase ninguém percebe é o que se repete todo mês

Existe outro ponto que passa despercebido.

Grande parte desse investimento não é pontual.

Ele é recorrente.

Segurança, manutenção, operação do estande, estrutura física, tudo isso continua existindo enquanto o empreendimento está à venda.

Em um cenário típico, esse custo mensal pode girar em torno de R$ 40 mil a R$ 45 mil por mês.

Agora multiplique isso pelo tempo médio de venda.

Em muitos casos, estamos falando de ciclos de 24 a 30 meses.

Ou seja, não é apenas um investimento inicial.

É um custo que se acumula mês após mês.

 

Tempo de venda não é apenas velocidade. É custo direto

Quando se fala em reduzir o ciclo de vendas, normalmente o discurso fica em torno de velocidade, giro ou performance comercial.

Mas existe uma dimensão mais objetiva.

Cada mês a mais no ciclo não é apenas tempo.

É custo.

Se a operação custa R$ 42 mil por mês, cada mês reduzido representa R$ 42 mil que deixam de ser gastos.

E aqui existe um ponto importante que raramente entra na conta.

R$ 1 de economia não é igual a R$ 1 de faturamento.

Quando você fatura, existe imposto, comissão, estrutura.

O valor líquido é menor.

Quando você economiza, o impacto é direto.

É resultado na veia.

 

O paradoxo do mercado imobiliário

Aqui está o ponto central.

O mercado imobiliário aceita investir milhões para estruturar a venda.

Mas investe pouco em organizar como essa venda acontece.

Cria-se um conjunto sofisticado de materiais de venda.

Mas não se cria visibilidade sobre o uso desses materiais.

O corretor decide o que apresentar.

O cliente acessa o que consegue.

E a gestão observa de longe, sem clareza real do que está acontecendo.

É como construir um tesouro e não acompanhar como ele está sendo utilizado.

 

O problema não é o investimento. É a falta de gestão sobre ele

Não se trata de reduzir investimento em marketing, estande ou material.

Esses elementos são importantes.

A questão é outra.

Se existe um investimento relevante, ele precisa ser acompanhado com o mesmo nível de atenção.

  • Como o material está sendo consumido?
  • Em que momento ele ajuda ou gera ruído?
  • Como o time está utilizando esse ativo?

Sem essa camada de organização, o investimento perde eficiência.

 

No fim, é uma conta simples

O mercado imobiliário não perde dinheiro apenas quando vende mal.

Ele perde dinheiro quando demora mais do que precisa para vender.

E muitas vezes, esse tempo adicional não vem da falta de demanda.

Vem da falta de organização da operação comercial.

No fim, a conta é simples.

Não é apenas quanto se investe para vender.

É como esse investimento é utilizado ao longo do tempo.

 

Raymundo Sanches

CEO & Founder at RS TEK

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